Banda larga expandiu-se 89% no ano passado
Jornal do Commercio RJ - Economia, 19/04/2007

O número de assinantes de banda larga chegou a 1,19 milhão em 2006, com crescimento de 89% com relação ao ano anterior. Já a quantidade de assinantes de TV por assinatura aumentou 15% no mesmo período, alcançando os 4,72 milhões, segundo dados da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA).

A banda larga é hoje um produto indispensável. Não é mais considerado supérfluo, afirmou Alexandre Annenberg, presidente da entidade. A demanda vem aumentando ao longo dos anos, com crescimento significativo também em 2005 (71%) e 2004 (81%).

Além do cenário econômico favorável, que vem alavancando o crescimento de vários setores, o avanço da tecnologia que permitiu o au- mento da velocidade da banda larga foi um dos atrativos apontados pelo executivo. Há um ano, quando se falava em 500 kbps, era uma maravilha, comentou.

O presidente da Teleco, consultoria especializada em telecomunicações, Eduardo Tude, prevê uma grande expansão no número de assinantes de banda larga, já que a densidade é muito pequena, inferior a três conexões a cada 100 habitantes. Na telefonia móvel, segundo os últi- mos números divulgados pela Anatel, há 53,8 celulares a cada 100 habitantes.

CONCENTRAÇÃO. Eduardo Parajo, da Associação Brasileira dos Provedores de Acesso (Abranet), lembra que há vários locais que não oferecem o serviço de banda larga, concentrado ainda nos grandes centros. O Brasil tem mais de 30 milhões de internautas, mas uma grande parte da população ainda não tem acesso à internet. Há muito espaço para crescer.

O segmento de banda larga representou 11% do faturamento bruto do setor, que fechou em R$ 5,54 bilhões em 2006, 18% superior ao ano anterior. A maior fatia (84%) ainda se deve à mensalidade da programação da TV paga.

O presidente da ABTA ressaltou o fortalecimento dos canais de TV por assinatura nos últimos anos, inclusive dos canais públicos, como o da Câmara e o do Senado, que passaram a ter mais audiência com os escândalos políticos. Os pacotes de serviços, com a venda conjunta de telefone fixo, banda larga e TV por assinatura, também ajudaram no crescimento.

[Jornal do Commercio RJ - Economia, 19/04/2007]