Assunto: TIC Brasil Mercado 21.11.2007
De: "Denia"
Data: Thu, 22 Nov 2007 09:24:41 -0300
Para:

Prezado Belfort,
Segue o TIC Mercado, que contem sua entrevista no artigo "Brasil tem condições de implantar banda larga em todos os municipios em 2010".
Mais uma vez obrigada pela colaboração
Abs
Dênia
chamada01.jpg Plano de C,T&I para o desenvolvimento prevê investimentos de R$ 41,2 bilhões até 2010 Resposta ao desafio de pesquisa e desenvolvimento no Brasil

Brasil tem condições de implantar banda larga
em todos os municípios até 2010
Porto Alegre avança com Telecentro de Formação de Monitores
TIC BRASIL - Mercado e Políticas Públicas
Líder de leitura entre os gestores públicos e executivos de TI no Brasil

21 de novembro de 2007

 
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Alertas da Semana


Fórum discute inovação tecnológica em Florianópolis
Desmistificar a busca das empresas pelo tema inovação é um dos debates que o Fórum de Inovação Tecnológica pretende promover, nesta quinta (22) e sexta-feira (23). A gestão da inovação e de pessoas, a cooperação e o financiamento irão nortear as discussões durante o evento, promovido pela Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações de Santa Catarina (SUCESU-SC), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), através do Núcleo de Estudos em Inovação, Gestão e Tecnologia da Informação (IGTI), Inova SC e Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) - Regional Florianópolis. As inscrições para o evento podem ser realizadas pela internet, através do endereço site.

Intel realiza conferência para rede de canais em Porto Alegre
A Intel promoverá, no dia 22 de novembro, o ICC, Conferência de Canal Intel, em Porto Alegre. O evento faz parte da série de conferências realizadas em outras quatro cidades, entre outubro e dezembro, que deve atingir cerca de mil e oitocentos integradores. Com foco gerencial, o evento vai mostrar quais as tendências de mercado na visão da Intel, além de apresentar todo o portfólio da empresa. Serão abordados processadores para desktops, mobile e servers. O evento também irá apresentar o roadmap da Intel para 2008. Na mesma ocasião será realizado também o TST, Technical Solution Training. Voltado para profissionais mais técnicos, o treinamento irá mostrar os detalhes dos procedimentos de integração de plataformas da Intel e de seus parceiros. Para participar do evento é necessário se inscrever pelo telefone 0800-770-7207.

Pesquisadores brasileiros participam do UK Nano Forum
O UK Trade & Investment (UKTI), organização do governo britânico que incentiva comércio e investimentos internacionais, levará três representantes de entidades brasileiras para o UK Nano Forum 2007, conferência internacional de nanotecnologia, que acontecerá de 26 a 30 de novembro, na Inglaterra. O evento reunirá aproximadamente cem delegações de 20 países estrangeiros para conhecer os lançamentos e inovações britânicas na área. Além de promover um intercâmbio tecnológico com a finalidade de incentivar parcerias e investimentos entre os participantes, o evento inclui workshops temáticos, palestras, exibições e debates de cases de sucesso de sessenta universidades e empresas do Reino Unido, especialistas em nanotecnologia.

Projetos em microeletrônica para empresas terão investimento de R$ 1 milhão
O Ministério da Ciência e Tecnologia e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) destinarão R$ 1 milhão para apoiar projetos que proponham a elaboração de um plano de viabilidade técnica e comercial para empresas interessadas na inovação de seus produtos ou processos por meio da microeletrônica. Os interessados poderão inscrever seus projetos, estruturados no formato de um Plano de Negócios, até o dia 24 de novembro, para concorrer ao Edital CNPq/CT-INFO nº 14/2007. As propostas serão financiadas com valor máximo de R$ 40 mil. Mais informações pelo
site.

TIC BRASIL MERCADOTema da Semana

Plano de C,T&I para o desenvolvimento prevê investimentos de R$ 41,2 bilhões até 2010

Presidente Lula apresenta, ao lado do ministro Sergio Rezende, o PAC da Ciência e Tecnologia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, na tarde de ontem (20), no Palácio do Planalto, o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, o PAC da Ciência e Tecnologia. O plano é um conjunto de medidas para o setor, que prevê investimentos federais de R$ 41,2 bilhões em pesquisas e capacitação científica até 2010. Os recursos são de diversos ministérios e fundos de financiamento. A meta é aumentar para 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) o dinheiro gasto em pesquisa. Atualmente, essa proporção é de 1,02%. Estavam presentes na apresentação ministros, senadores, deputados, governadores e autoridades.

"Estamos promovendo uma revolução de procedimentos com o lançamento do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação. Reunimos várias áreas do governo e tenho certeza que estamos realizando um programa de estado", afirmou Lula. “O plano foi pensado para perdurar e fazer com que o Brasil acelere seu crescimento nos próximos anos”, completou. O presidente comentou ainda a ampliação no número de bolsas e o trabalho desenvolvido por toda a equipe.

Para o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, a inovação tecnológica e a formação de recursos humanos são as novidades do plano. "Acredito que o plano será um indutor importante no desenvolvimento nacional, promovendo um grande incremento na formação de mão-de-obra especializada e estimulando a incorporação da inovação na agenda empresarial".

O plano de ação, elaborado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), é composto por quatro principais linhas de ação: Expansão e Consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; Promoção da Inovação Tecnológica nas Empresas; Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Áreas Estratégicas, Ciência Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social.

Sergio Rezende detalhou alguns programas específicos, como o Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), que terá foco no extensionismo e na formação de redes voltadas ao desenvolvimento tecnológico. Na solenidade, o ministro e representantes de diversos setores assinaram importantes atos e parcerias para a promoção de ações em projetos de pesquisa e desenvolvimento, energia, telecomunicações, educação e infra-estrutura.

Recursos

O MCT e o Fundo Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) destinam ao plano cerca de R$ 18,6 bilhões (46% do total previsto). A outra parte dos recursos - R$ 22,6 bilhões (54%) - será alocada pelos ministérios de Minas e Energia/Petrobras/Cepel (MME), da Saúde (MS), da Educação (MEC/Capes), da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Também se somarão a este esforço institucional os fundos Nacional de Desenvolvimento (FND), para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funtel) e o Nacional de Amparo ao Trabalhador (FAT). Todas estas dotações orçamentárias estão previstas na LOA (Lei Orçamentária Anual) 2007 e PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) 2008.

O plano também destina dinheiro para treinamento de profissionais. As bolsas de mestrado e doutorado vão receber reajuste de 20% a partir de março de 2008. O número de bolsas concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) também vai aumentar das atuais 95 mil para 160 mil.

As principais áreas beneficiadas são engenharia, química, biologia e física. Segundo Sérgio Rezende, a bolsa de mestrado, atualmente de R$ 940, subirá para R$ 1,2 mil. As de doutorado passarão de R$ 1.340 para R$ 1,8 mil.

Recursos do MCT e de outras fontes

Fonte: LOA 2007, PLOA 2008 e PPA 2008-2011

Pesquisadores elogiam o Plano

O lançamento do Plano Nacional de Ciência e Tecnologia agradou a comunidade científica. Para pesquisadores, o volume de recursos, R$ 41 bilhões, é significativo e atende à expectativa do setor. “A comunidade científica tem enfrentado vários momentos de dificuldade de investimentos. O Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, nesse sentido, é um programa completo. A ciência e a tecnologia assumem, assim, um papel central e de grande importância no desenvolvimento do país", disse o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Marco Antônio Raupp.

“Nunca foram destinados tantos recursos para o setor”, afirmou a diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), a geneticista Mayana Zatz. “Uma das principais conquistas é a simplificação das importações de produtos e insumos de pesquisas científicas e tecnológicas. Se não houver agilidade na importação, se não houver desburocratização, não seremos competitivos".

“O projeto é um passo significante e otimista, mas me preocupa o possível contingenciamento dos recursos. Se o investimento for cumprido e o programa estiver livre dos contingenciamentos e das restrições da política monetária, isso é muito bom", ressaltou o diretor da Coordenação dos Programas de Pós-graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Luiz Pinguelli Rosa.

   
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TIC BRASIL MERCADODebate

Brasil tem condições de implantar banda larga
em todos os municípios até 2010

Hélio Costa, ministro das Comunicações

Todos os municípios brasileiros contarão com infra-estrutura para o acesso à internet banda larga nos próximos três anos. O anúncio foi feito, no último dia 13, pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, durante o 2º Fórum de Governança da Internet. De acordo com o ministro, a prioridade do governo é garantir internet em alta velocidade nos locais de prestação de serviço público, como escolas e postos de saúde, em todo o país, a chamada universalização da internet banda larga. O custo total do projeto será, no mínimo, de R$ 2,5 bilhões em três anos.

Hélio Costa antecipou que estão sendo estudadas algumas opções. Uma delas seria a utilização de cabos de fibra ótica sobre as torres de alta tensão, que cobrem praticamente toda a costa leste brasileira. Outro recurso é o processo chamado GSAC (Governo Eletrônico Federal), sistema que fornece conexão por satélite e que poderá ser implementado também por meio de linhas terrestres, por rádio ou por cabo.

Outra opção em analise é a substituição dos Postos de Serviço de Telecomunicações (PSTs), conjuntos de instalações de uso coletivo que permitem acesso à internet por telefonia fixa, pela instalação de backhauls, infra-estrutura necessária para oferecer banda larga em determinada localidade.

Horácio Belfort, presidente da ABUSAR

Para Horacio Belfort, presidente da ABUSAR (Associação Brasileira dos Usuários de Acesso Rápido à Internet Banda Larga), existem instrumentos técnicos capazes de cobrir o país inteiro com uma estrutura de internet de alta velocidade até 2010. “O Brasil tem condições de cumprir esse prazo, mas depende muito do próprio governo. Se deixar a cargo das empresas de telecomunicações, corre o risco delas se apropriarem do dinheiro do Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação) e investí-lo conforme suas próprias prioridades”. “O Governo deve recuperar e utilizar seu próprio backbone, que está em poder das operadoras, interligá-lo a outras redes, como a Eletronet, e permitir que empresas de telecom de pequeno porte forneçam a capilaridade aos serviço, proporcionando atendimento localizado em suas comunidades”, ressaltou Belfort.

O presidente da associação acredita que, se concretizada a implantação da internet de alta velocidade em todo o país, o Brasil terá mudanças econômicas e sociais. “Haverá melhoria substancial nessas comunidades, que terão acesso de forma mais eficaz à Internet, e, por meio desta, o acesso a informações, educação, cultura, cursos a distância, trabalho a distância, todo o pacote”.

Plano

O plano inclui o uso de estruturas estatais existentes, como fibras óticas que passam dentro de gasodutos e oleodutos, como os da Petrobras. Segundo o ministro Hélio Costa, as fibras óticas sobre torres de alta tensão cobrem praticamente toda a costa brasileira. Atualmente, quase 3 mil municípios não têm estrutura de acesso à Internet.

O governo também pode dar contrapartida para que as empresas de telefonia substituam todos os postos de telefonia pública (PST) por infra-estrutura de banda larga. A iniciativa tem custo estimado em R$ 1 bilhão. Se o acordo for aprovado, só com a troca dos PST, 80% do território brasileiro ficará coberto.

“Vamos levar a estrutura até a entrada das cidades e de lá vamos licitar para que cada serviço público da cidade, como as escolas, possa ter acesso. O que estamos tentando indicar é que existem elementos capazes de cobrir o Brasil inteiro com uma estrutura de internet de alta velocidade”, ressaltou o ministro.

“Particularmente, estamos pensando em internet como uma estrutura de educação a distância. Por isso, nos próximos três anos, o principal objetivo do governo é cobrir todos os municípios brasileiros com internet de alta velocidade. Nas últimas duas semanas, fizemos várias reuniões para discutir a estrutura que teremos de criar no país para chegarmos a este objetivo. Eu vejo que passou a ser uma prioridade do governo”, disse.

   
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TIC BRASIL MERCADOArtigo

Resposta ao desafio de pesquisa e desenvolvimento no Brasil

João Guilherme Sabino Ometto*

João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp, presidente do Grupo São Martinho e membro do Conselho Universitário da USP

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Universidade de São Paulo (USP) iniciam um processo de cooperação capaz de mudar de modo definitivo o paradigma de seu relacionamento. O marco dessa mudança é o acordo que firmaram em 17 de outubro, estabelecendo ampla agenda de cooperação.

São contemplados projetos voltados à pequena e microempresa, aprimoramento do estudo periódico da Fiesp sobre o nível de utilização da capacidade instalada, realização de cursos de capacitação empresarial, ações conjuntas para a promoção do empreendedorismo universitário e a criação de novas empresas, extensão tecnológica e inovação e programa de estágios para alunos da universidade em indústrias. É muito importante um aspecto desse acordo: em cada projeto, equipes constituídas por representantes da USP (Universidade de São Paulo) e da Fiesp trabalharão com sinergia e foco único.

Não há dúvida de que a maior aproximação entre instituições de ensino superior e as empresas e entidades de classe do setor produtivo apresenta bons resultados em todo o mundo. Inclusive, no Brasil há exemplos do quanto esse processo é positivo. É o caso do Fórum Permanente das Relações Universidade-Empresa (Uniemp), que vem atuando na viabilização de patentes e a absorção de resultados de pesquisas pelas empresas há mais de uma década.

Outro exemplo é o convênio entre a Universidade de Campinas (Unicamp) e Petrobras, em vigor desde 1987, quando foi criado o Centro de Estudos do Petróleo (Cepetro), que auxilia no desenvolvimento e aplicação de pesquisas da estatal. Pois bem, desta unidade já saíram 250 mestres e doutores, hoje atuando na Petrobras, e não é coincidência o fato de ambas as organizações ocuparem posições de destaque no ranking nacional de registro de patentes.

O significado do país avançar na área da inovação, em especial por meio da maior aproximação entre universidades e empresas, evidencia-se de modo muito claro na pauta de exportações. Os itens de média e alta tecnologia, ainda pouco recorrentes, destacam-se, sobremaneira, nos demais em termos de valor e geração de divisas.

Um exemplo encontra-se nas aeronaves da Embraer, cujas vendas externas têm receita média anual superior a US$ 2 bilhões. E não se deve ater a análise apenas à indústria, pois a tecnologia também agrega diferencial às commodities. É o caso da soja nacional, cuja produtividade resulta de pesquisas da Embrapa, possibilitando vendas externas de US$ 3 bilhões por ano. O valor agregado do conhecimento e pesquisa é visível no agronegócio brasileiro, valendo justo reconhecimento internacional ao setor e à excelência dessa instituição nacional de pesquisa.

É inegável a pertinência de ampliar os esforços no desenvolvimento mais acelerado das pesquisas, inovação e registro de patentes. A dependência tecnológica é a armadilha da subserviência, num mundo em que o conhecimento é fator de domínio econômico.


*João Guilherme Sabino Ometto é vice-presidente da Fiesp, presidente do Grupo São Martinho e membro do Conselho Universitário da USP

 

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TIC BRASIL MERCADOPor Dentro

Kevin Krieger, Secretário Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana de Porto Alegre

Porto Alegre avança com Telecentro de Formação de Monitores

 

Com o Telecentro de Formação de Monitores, a Prefeitura de Porto Alegre chega a sua 35ª unidade de inclusão digital. A inauguração do novo espaço, que acontecerá amanhã (22), com as presenças do ministro de Ciência e  Tecnologia, Sergio Rezende e do prefeito José Fogaça, entre outras autoridades, é mais um avanço no objetivo de promover inclusão social pela inclusão digital. Mais que isso,
ganhar para os jovens das comunidades de baixo  poder econômico o mercado de trabalho do  setor que mais cresce no mundo. "Telecentros são unidades de inclusão digital, criadas pelo Governo Federal em 2001, com o objetivo de dar iniciação a informática nas periferias, a partir do reaproveitamento de computadores doados por empresas ou repartições que, ao renovarem seus parques de máquinas, repassariam às antigas esses locais. A comunidade daria o espaço, a prefeitura garantiria estrutura tecnológica", explica Kevin Krieger, Secretário Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana de Porto Alegre. No caso de Porto Alegre, por meio da Procempa, empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação, que disponibiliza para a Prefeitura Municipal de Porto Alegre as TICs. "O sucesso do início virou pesadelo mais tarde. As máquinas não resistiram o uso contínuo, mas a população já tinha se apropriado dos Telecentros", completou o secretário. Assim, Porto Alegre que detém o recorde de unidade por habitante, é também a primeira a solicitar máquinas novas ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Recebe R$ 500 mil e moderniza as unidades. "É preciso mais. Então, um novo projeto, em parceria com a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação Software e Internet, regional do Rio Grande do Sul (Assespro-RS) chega para qualificar os monitores, que repassarão o conhecimento aos usuários, em um processo que vai alavancar o setor e construir o futuro de milhares de jovens. A meta agora é a formação para ocupar vagas que a Assespro oferece no mercado de trabalho da Tecnologia da Informação", disse Krieger. Antes mesmo da inauguração, uma primeira turma, de cinco monitores, recebe o aprendizado da Fundação Pensamento Digital, e percebe as  vantagens para o trabalho que desenvolve nas comunidades que atendem. "O futuro está mais próximo graças à Tecnologia da Informação  e a quem nela acredita e investe".

Ivan Ramalho, secretário executivo do MDIC

Parceria com alemães pode melhorar produção tecnológica brasileira

O estreitamento das relações econômicas entre Brasil e Alemanha pode agregar valor à produção da indústria da tecnologia nacional. A afirmação foi feita no domingo (18), pelo secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, durante entrevista sobre encontro entre empresários dos dois países. “Mais de 50% das exportações brasileiras são de produtos industrializados, mas ainda temos que ampliar a exportação de produtos conceituados, como de alto conteúdo tecnológico. Entre eles, a indústria da aviação, instrumentos científicos e equipamentos médicos. Nessas áreas, a Alemanha tem um conhecimento extraordinário e tem todas as condições de fazer uma aproximação maior com empresários brasileiros. Esperamos que isso possa contribuir para uma produção maior desses bens no Brasil”, declarou. Para Ramalho, o aperfeiçoamento tecnológico é uma alternativa para ampliar o volume total das exportações brasileiras, que somam 136,609 bilhões no acumulado até novembro. “Exportar com alta tecnologia, sem dúvida, traria mais valor agregado para os nossos produtos. A venda desses bens traria mais receita e, simultaneamente, aumentaria a geração de empregos”.

Augusto César Gadelha Vieira, coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil

IGF: 1.376 pessoas de 109 países debateram os rumos da Internet

O 2° Fórum de Governança da Internet (IGF, da sigla em inglês), reuniu um total de 1.376 pessoas de 109 países, de 12 a 15 de novembro, no Rio de Janeiro. O último dia (15) foi marcado por uma auto-avaliação sobre o formato do evento e a discussão de temas novos sobre a gestão da internet. Uma das demandas mais ouvidas foi por um documento final com recomendações - que o IGF não produz por ser este um fórum de discussões e diálogo, como sublinharam os organizadores. As duas sessões principais que marcaram o encerramento do evento trataram de revisar o que se fez para decidir como caminhar no próximo encontro, agendado para acontecer em Nova Déli, em 2008, e da discussão de temas nascentes sobre a governança da internet e que serão alvo de atenção, nos próximos anos. Na prática, a sessão sobre revisão discutiu o formato do próprio encontro, sua metodologia e as inovações na composição da programação e dos temas discutidos. Neste ano, o debate sobre pornografia infantil na internet e sobre recursos críticos de internet (infra-estrutura física e lógica da internet, pontos de interconexão, gestão de servidores DNS, servidores-raiz e IPs) foram inovações. "E vimos que andaram muito bem", comemorou Nitin Desai, conselheiro especial do secretário-geral da ONU sobre Governança da Internet, na coletiva de imprensa de enceramento. Porém, o público presente, incluindo alguns representantes de governos e da sociedade civil, reclamaram por um relatório final que faça recomendações ou traga conclusões, traduzindo as discussões em algo mais concreto e palpável, que poderia guiar as ações. O único documento final apresentado foi um resumo das sessões principais. Os organizadores explicaram, tanto nas sessões plenárias quanto na coletiva de imprensa, que o IGF é um espaço de debate e que, por isso, sua função não inclui ter um documento final. “O grande resultado são as discussões importantes, especialmente nas oficinas e encontros paralelos, e também a discussão de novos temas que adicionam ao que foi debatido em Atenas (onde ocorreu o primeiro IGF, em 2006)", esclareceu Augusto César Gadelha Vieira, coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br), entidade responsável pela organização do evento no país.

Custo de software cairá

As empresas devem diminuir significativamente os seus custos com software nos próximos dez anos, com novos fatores mudando a sua relação com os tradicionais fornecedores da área, de acordo com o Gartner. Se por um lado o hardware se tornou commodity, por outro as empresas ainda têm pouco poder de negociação quando se trata de software. Mas a situação está começando a mudar. O vice-presidente do Gartner, William Snyder, apontou, em um artigo, alguns fatores individuais que, juntos, podem mudar a relação entre compradores e fabricantes. “Os compradores de software precisam se dar conta que o pêndulo está começando a se mover a seu favor e que atualmente há um número crescente de alternativas no mercado”, disse Snyder. Os clientes, cada vez mais, usarão como alternativas para persuadir os vendedores recursos como terceirização de negócios, software como serviço (da sigla em inglês SaaS), aplicações open source cada vez mais competitivas e técnicos de manutenção terceirizados. Snyder previu que um quarto de todos os novos negócios de software serão entregues no formato software como serviço em 2011. Em nível internacional, o crescimento de empresas chinesas de software, além da expansão dos mercados brasileiro e indiano, irão ajudar a baixar os custos de software, particularmente em servidores, sistemas operacionais, ferramentas de desenvolvimento e tecnologias de banco de dados. “Nosso conselho para as empresas de tecnologia é utilizar alternativas de código livre e BPO (terceirização de processos de negócios) para melhorar seu poder de negociação, além de empregar provedores terceirizados emergentes para reduzir custos de manutenção em softwares mais antigos”, disse Snyder. O executivo adicionou que levantar custos de recursos offshore para criar funcionalidades como serviços de web também auxiliará nas negociações com vendedores.

Alessandro Teixeira, presidente da Apex-Brasil

APEX cria centro de negócios na China para exportações

A Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil) terá um Centro de Negócios na China, ainda no primeiro semestre de 2008, para dar suporte a empresários brasileiros interessados naquele mercado. O Centro de Negócios vai funcionar, inicialmente, com uma estrutura de escritório. Atualmente, a APEX-Brasil possui cinco Centros de Negócios no exterior: Miami, Dubai, Lisboa, Frankfurt e Varsóvia, com escritórios, showrooms e warehouses (depósito de estoques). A decisão de abertura do Centro de Negócios foi tomada durante uma reunião no dia 14 de novembro, em Pequim, entre o presidente da Agência, Alessandro Teixeira, a diretora geral da Agência de Promoção de Investimentos da China (CIPA), Zahang Yingxin, e representantes do Conselho para Promoção do Comércio Internacional chinês (CCPIT). Também participou do encontro representante do Ministério do Comércio Chinês. Entre as ações que serão organizadas pela APEX-Brasil na China em 2008 está a participação na Feira Internacional de Investimentos e Exportações da China (CIFIT), em Xiamem, uma das maiores do mundo e a maior da China neste segmento. Haverá um espaço reservado ao Brasil para exposição de produtos e rodada de negócios. Na mesma ocasião, será realizado um seminário sobre oportunidades na área de biocombustíveis e etanol. “Queremos, inclusive, trazer um carro flex para expor na CIFIT, oferecendo a oportunidade para os chineses testarem o seu desempenho”, disse Alessandro Teixeira. A partir de 2008, e pelos próximos três anos, serão promovidos seminários de sensibilização nas 33 províncias chinesas, para que o Brasil possa mostrar as oportunidades de negócio que tem a oferecer aos chineses. Os primeiros eventos programados acontecerão em Pequim e Xangai. No esforço para intensificar os negócios com a China, também será organizado, em abril, o seminário “Investment In Brazil” (Investimentos no Brasil), em local a ser definido no país asiático.

Curitiba terá parque tecnológico e dá incentivos a empresas de TI

Curitiba Tecnoparque é o nome do programa que a Prefeitura implantará no ano que vem para incentivar os desenvolvimentos econômico, empresarial e tecnológico da capital. Considerado estratégico, o Tecnoparque pretende transformar a região leste da cidade num pólo de tecnologia. A mensagem que sugere a criação do Tecnoparque foi enviada pelo prefeito da cidade, Beto Richa, à Câmara de Vereadores e aguarda votação. Juraci Barbosa Sobrinho, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Curitiba (Curitiba S.A.), diz que o Tecnoparque não é apenas um programa, mas sim uma estratégia de desenvolvimento que colocará Curitiba na modernidade, na sociedade do conhecimento. "A implantação de um programa como o Tecnoparque vem sendo discutida há doze anos. Nesta gestão, trabalhamos para colocar o projeto em prática", diz. O prefeito Beto Richa, que está em viagem à China para palestrar no Fórum Internacional de Prefeitos sobre o Desenvolvimento Urbano Sustentável, esteve em Hangzhou, cidade-irmã de Curitiba e que foi por duas vezes capital da China, onde apresentou aos chineses o projeto do Tecnoparque. O programa Tecnoparque será um espaço urbano caracterizado pela presença, concentração e interação de ativos tecnológicos do poder público e da iniciativa privada. Seu objetivo é receber e promover a interação entre empresas inovadoras em conhecimento e instituições de ensino (PUC-PR, UFPR e UTFPR), pesquisa e serviços tecnológicos. Entre os setores considerados estratégicos para instalação no Tecnoparque estão os de sistemas de telecomunicações; equipamentos de informática; desenvolvimento de software; gestão de dados e distribuição eletrônica de informações; pesquisa e desenvolvimento; design; laboratórios de ensaios e testes de qualidade; instrumentos de precisão e automação industrial; e de novas tecnologias, como a biotecnologia, microtecnologia e saúde. As empresas que se instalarem no núcleo do Tecnoparque receberão incentivos como a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e a redução do Imposto Sobre Serviços (ISS) de 5% para 2%.

Governo negocia a compra 2,5 milhões
de notebooks

Representantes do governo e da indústria debateram, no último dia 09, a possibilidade de produção de um notebook para atender às necessidades de professores do Ensino Básico. O governo deseja adquirir uma máquina cujo o preço não ultrapasse R$ 1 mil. Em contrapartida, acena com a possibilidade de comprar, ao longo dos próximos anos, um volume estimado em 2,5 milhões de notebooks. Os técnicos do governo apresentaram as linhas gerais do projeto para os fabricantes. Estavam presentes diretores de empresas fabricantes de computadores e os assessores especiais da Presidência da República, José Luiz Aquino e Nelson Fugimoto, da Sepin, Adalberto Barbosa, além de Vinícios Ferreira e Geraldo Figueiredo Neto, ambos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Este foi o segundo contato da indústria com o governo para discutir a fabricação dos notebooks. O governo recuou da sua decisão inicial de comprar os notebooks populares que foram desenvolvidos pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), pela Intel e pela indiana Encore. O processo de compras desses equipamentos está atrasado. O governo previa lançar o edital em outubro. A mudança de planos foi em função do Ministério da Educação desejar uma máquina mais robusta para os professores. Não foi fechado nenhum acordo, mas ficou agendada a realização de um novo encontro, em dezembro. Os fabricantes apenas disseram gostar da idéia do governo e garantiram que irão estudar fórmulas para atender aos requisitos de preço e técnicos. Na proposta, que deverá ser apresentada na próxima reunião, os fabricantes deverão pedir algum tipo de medida compensatória, como desoneração da carga tributária, o que baratearia o custo de produção. Essa medida seria além da já adotada pelo governo - a desoneração da alíquota de PIS/Cofins para 9,25%.

Internet pode ficar sem capacidade em 2010

O uso corporativo e doméstico da internet pode levar a um esgotamento da capacidade de atual infra-estrutura se não forem feitos investimentos superiores a US$ 137 bilhões, diz um estudo da Nemertes Research, empresa independente de análise. O motivo, de acordo com a Nemertes, é um crescimento de conteúdos audiovisuais. O estudo foi feito para uma base de clientes da lista da Fortune 2000, provedores de serviços e organizações sem fins lucrativos, como a Internet Innovation Alliance (IIA). O estudo sugere que a demanda por aplicações web, como streaming e vídeos interativos, transferências de arquivos em redes peer-to-peer e download de música vai acelerar e exigir mais capacidade da rede. Atualmente, quase 75% dos norte-americanos que usam a internet assistiram, em média, a 158 minutos de vídeo e viram mais de 8,3 bilhões de vídeos em streaming em maio, segundo dados da comScore. A internet vai criar 161 exabytes de novos dados este ano. Para se ter uma idéia, um exabyte é o equivalente a aproximadamente a armazenar 50 mil anos de vídeos com qualidade de DVD.

Substrato

- A Semp Toshiba apresentou, na segunda-feira (19), dois equipamentos de recepção do sinal de televisão digital, os set up box. A empresa optou neste momento não vender o equipamento embutido nos aparelhos de televisão, porque prefere esperar o amadurecimento do sistema. Assim, um receptor será mais elaborado, com a possibilidade de o telespectador receber o sinal em alta definição e o outro com um modulador, que é mais simples e atende àqueles que têm aparelhos de televisão menos modernos. “O primeiro custará R$ 1,1 mil e o outro R$ 800”, afirmou Luiz Freitas, diretor de vendas.

- A Unidade de Inovação Tecnológica da Unisinos está simbolicamente mais verde. A incubadora abriga, pela primeira vez, uma empresa com atuação no ramo ambiental. A Biota atua na obtenção e no monitoramento de licenciamento ambiental e elabora planos e programas ambientais para entidades públicas e privadas, oferecendo novas tecnologias e rotinas de trabalho.

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